Conheça os principais protocolos de rede e seus usos!
Para que seja possível uma comunicação entre computadores é necessário que algumas regras sejam estabelecidas. Esse conjunto de normas e padrões que definem como se dará esse contato é conhecido como protocolos de rede.
Gostaria de saber mais sobre o assunto? Neste artigo explicaremos o que são os protocolos de rede e abordaremos mais a fundo os seus principais tipos. Continue a leitura e confira!
O que são protocolos de rede?
Protocolos de rede são os conjuntos de normas que permitem que duas ou mais máquinas conectadas à internet se comuniquem entre si. Funciona como uma linguagem universal, que pode ser interpretada por computadores de qualquer fabricante, por meio de qualquer sistema operacional.
Eles são responsáveis por pegar os dados transmitidos pela rede e dividi-los em pequenos pedaços, que são chamados de pacotes. Cada pacote carrega em si informações de endereçamento de origem e destino. Os protocolos também são responsáveis pela sistematização das fases de estabelecimento, controle, tráfego e encerramento.
Existem três elementos-chave que definem os protocolos de rede. São eles:
- sintaxe: representa o formato dos dados e a ordem pela qual eles são apresentados;
- semântica: refere-se ao significado de cada conjunto sintático que dá sentido à mensagem enviada;
- timing: define uma velocidade aceitável de transmissão dos pacotes.
Quais são os principais tipos de protocolos de rede?
Para que a comunicação entre computadores seja realizada corretamente, é necessário que ambos os computadores estejam configurados segundo os mesmos parâmetros e obedeçam aos mesmos padrões de comunicação.
A rede é dividida em camadas, cada uma com uma função específica. Os diversos tipos de protocolos de rede variam de acordo com o tipo de serviço utilizado e a camada correspondente. Conheça a seguir as principais camadas e seus tipos de protocolos principais:
- camada de aplicação: HTTP, HTTPS, SMTP, Telnet, FTP, SSH, NNTP, RDP, IRC, SNMP, POP3, IMAP, SIP, DNS;
- camada de transporte: TCP, UDP, RTP, DCCP, SCTP;
- camada de rede: IPv4, IPv6, IPsec, ICMP;
- camada de ligação física: Ethernet, Modem, PPP, FDDi.
Duas entradas aparecem com frequência em listas desse tipo: WWW e ping. No entanto, nenhuma das duas é um protocolo. A primeira nomeia um serviço, a World Wide Web, que na rede se traduz em HTTP. O segundo é um utilitário de teste. Isto é, o que ele coloca no cabo é ICMP, protocolo de camada 3.
A captura abaixo mostra os dois lado a lado. O laboratório roda Alpine 3.22.5 com tcpdump 4.99.5, medido em 3 de setembro de 2026. Repare que o ping não usa porta nenhuma. Por outro lado, o acesso à página abre conexão TCP na porta 80 antes de falar HTTP.
Na prática, a diferença aparece na hora de investigar. Por isso, quem procura por “protocolo ping” no analisador de tráfego não encontra nada: o filtro que traz resultado é icmp.
Selecionamos neste artigo 21 dos principais tipos de protocolos de rede para analisarmos mais a fundo. Vamos conhecê-los nos tópicos seguintes.
1. IP
O protocolo IP, do termo em inglês Internet Protocol (Protocolo de Internet) faz parte da camada de internet e é um dos protocolos mais importantes da web. Ele permite a elaboração e transporte dos pacotes de dados, porém sem assegurar a sua entrega.
O destinatário da mensagem é determinado por meio dos campos de endereço IP (endereço do computador), máscara de sub rede (determina parte do endereço que se refere à rede) e o campo gateway padrão (permite saber qual o computador de destino, caso não esteja localizado na rede local).
2. TCP/IP
Trata-se do acrônimo de dois protocolos combinados. São eles o TCP (Transmission Control Protocol, ou Protocolo de Controle de Transmissão) e IP (Internet Protocol, ou Protocolo de Internet).
Juntos, são os responsáveis pela base de envio e recebimento de dados por toda a internet. Essa pilha de protocolos é dividida em 4 camadas:
- aplicação: usada para enviar e receber dados de outros programas pela internet. Nessa camada estão os protocolos HTTP, FTP e SMTP;
- transporte: responsável por transportar os arquivos dos pacotes recebidos da camada de aplicação. Eles são organizados e transformados em outros menores, que serão enviados à rede;
- rede: os arquivos empacotados na camada de transporte são recebidos e anexados ao IP da máquina que envia e recebe os dados. Em seguida, eles são enviados pela internet;
- interface: é a camada que executa o recebimento ou o envio de arquivos na web.
3. HTTP/HTTPS
O protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol, ou Protocolo de Transferência de Hipertexto) é usado para navegação em sites da internet. Funciona como uma conexão entre o cliente (browser) e o servidor (site ou domínio).
O navegador envia um pedido de acesso a uma página e o servidor retorna uma resposta de permissão de acesso. Junto com ela são enviados também os arquivos da página que o usuário deseja acessar.
Já o HTTPS (Hyper Text Transfer Secure, ou Protocolo de Transferência de Hipertexto Seguro) funciona exatamente como o HTTP, porém, existe uma camada de proteção a mais. Isso significa que os sites que utilizam esse protocolo são de acesso seguro.
O protocolo HTTPS é comumente usado por sites com sistemas de pagamentos. Esse tipo de site depende de proteção que garanta a integridade dos dados, informações de conta e cartão de créditos dos usuários.
A segurança é feita por meio de uma certificação digital, que cria uma criptografia para impedir ameaças e ataques virtuais.
4. FTP
Significa Protocolo de Transferência de Arquivos (do inglês File Transfer Protocol). É a forma mais simples para transferir dados entre dois computadores utilizando a rede.
O protocolo FTP funciona com dois tipos de conexão: a do cliente (computador que faz o pedido de conexão) e do servidor (computador que recebe o pedido de conexão e fornece o arquivo ou documento solicitado pelo cliente).
Em operação, o FTP aparece sobretudo em integração entre sistemas e em envio de arquivo para equipamento legado. O protocolo trafega credencial e conteúdo em texto claro. Por isso, a recomendação atual é substituí-lo por SFTP ou FTPS sempre que a outra ponta permitir.
5. SFTP
SSH File Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Arquivos por SSH) transfere arquivos dentro de uma sessão SSH, com uma camada de proteção que o FTP não oferece.
Nele, a troca de informações é feita por meio de pacotes com a tecnologia SSH (Secure Shell, ou Shell Seguro), que autenticam e protegem a conexão entre cliente e servidor. O usuário define quantos arquivos serão transmitidos simultaneamente e define um sistema de senhas para reforçar a segurança.
6. SSH
SSH (Secure Shell, já citado acima) é um dos protocolos específicos de segurança de troca de arquivos entre cliente e servidor. Funciona a partir de uma chave pública. Ela verifica e autentica se o servidor que o cliente deseja acessar é realmente legítimo.
O usuário define um sistema de proteção para o site sem comprometer o seu desempenho. Ele fortifica a segurança do projeto e garante maior confiança e estabilidade na transferência de arquivos.
7. SSL
O protocolo SSL (Secure Sockets Layer, ou Camada de Portas de Segurança) permite a comunicação segura entre os lados cliente e servidor de uma aplicação web, por meio de uma confirmação da identidade de um servidor e a verificação do seu nível de confiança.
Ele age como uma subcamada nos protocolos de comunicação na internet (TCP/IP). Funciona com a autenticação das partes envolvidas na troca de informações.
A conexão SSL é sempre iniciada pelo cliente, que solicita conexão com um site seguro. O browser, então, solicita o envio do Certificado Digital e verifica se ele é confiável, válido e se está relacionado ao site que fez o envio. Após a confirmação das informações, a chave pública é enviada e as mensagens podem ser trocadas.
8. ICMP
Sigla para Internet Control Message Protocol (Protocolo de Mensagens de Controle da Internet). Esse protocolo autoriza a criação de mensagens relativas ao IP, mensagens de erro e pacotes de teste.
Ele permite gerenciar as informações relativas a erros nas máquinas conectadas. O protocolo IP não corrige esses erros, mas os mostra para os protocolos das camadas vizinhas. Por isso, o protocolo ICMP é usado pelos roteadores para assinalar um erro, chamado de Delivery Problem (Problema de Entrega).
9. SMTP
Protocolo para transferência de e-mail simples (Simple Mail Transfer Protocol) é comumente utilizado para transferir e-mails de um servidor para outro, em conexão ponto a ponto.
As mensagens são capturadas e enviadas ao protocolo SMTP, que as encaminha aos destinatários finais em um processo automatizado e quase instantâneo. O usuário não tem autorização para realizar o download das mensagens no servidor.
10. TELNET
Protocolo de acesso remoto. É um protocolo padrão da Internet que permite obter uma interface de terminais e aplicações pela web. Fornece regras básicas para ligar um cliente a um intérprete de comando.
Ele tem como base uma conexão TCP para enviar dados em formato ASCII codificados em 8 bits, entre os quais se intercalam sequências de controle Telnet. Assim, fornece um sistema orientado para a comunicação bidirecional e fácil de aplicar.
11. POP3
Acrônimo para Post Office Protocol 3 (Protocolo de Correios 3). É um protocolo utilizado para troca de mensagens eletrônicas. Funciona da seguinte forma: um servidor de email recebe e armazena mensagens. O cliente se autentica ao servidor da caixa postal para poder acessar e ler as mensagens.
Assim, as mensagens armazenadas no servidor são transferidas em sequência para o computador do cliente. Quando a conexão é encerrada, as mensagens ainda são acessadas no modo offline.
12. DNS
O DNS (Domain Name System, ou Sistema de Nomes de Domínio) traduz nomes legíveis por pessoas em endereços IP. Quando alguém digita um endereço no navegador, é o DNS que descobre a qual servidor aquele nome corresponde.
A consulta acontece em cadeia: o computador pergunta ao servidor recursivo, que consulta os servidores raiz, depois os responsáveis pelo domínio de topo (.br, .com) e, por fim, o servidor autoritativo do domínio. A resposta fica em cache pelo tempo definido no TTL, o que evita repetir a busca inteira a cada acesso.
Opera principalmente sobre UDP na porta 53, com retorno para TCP em respostas grandes. Falha de DNS costuma ser percebida pelo usuário como queda da internet, ainda que a rede esteja intacta. Um teste de ping direto no IP separa os dois casos em segundos.
Esse retorno para TCP é observável. No laboratório, uma resposta de 807 bytes não coube no datagrama UDP. Dessa forma, o servidor devolveu o pacote com o bit TC ligado e o cliente repetiu a consulta inteira em TCP.
A consequência aparece no firewall. Quem libera apenas a porta 53 em UDP quebra toda resposta grande. Ainda assim, o sintoma engana, porque a maioria dos nomes continua resolvendo normalmente.
13. UDP
UDP (User Datagram Protocol, ou Protocolo de Datagrama de Usuário) é o irmão simples do TCP. Ele envia os pacotes sem estabelecer conexão prévia, sem confirmar o recebimento e sem reordenar o que chega fora de sequência.
Essa ausência de controle é justamente a vantagem: sem handshake e sem retransmissão, o UDP entrega com menos atraso e menos sobrecarga. É a escolha natural para voz sobre IP, streaming de vídeo, jogos online, DNS e SNMP, casos em que um pacote perdido incomoda menos que um pacote atrasado.
O preço é que a aplicação precisa lidar sozinha com as perdas, quando isso importa.
Essa economia é mensurável. A mesma consulta de DNS, resolvida no mesmo servidor, custou 2 pacotes em UDP e 10 em TCP. Ou seja, dos dez, apenas dois levam a pergunta e a resposta: os outros oito abrem, confirmam e encerram a conexão.
14. DHCP
DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol, ou Protocolo de Configuração Dinâmica de Host) permite que um dispositivo entre na rede e receba um endereço IP sem ninguém configurar nada à mão.
O processo tem quatro etapas, conhecidas pela sigla DORA: o cliente envia um Discover em broadcast, o servidor responde com um Offer, o cliente pede aquele endereço com um Request e o servidor confirma com um Ack.
Junto do IP vêm máscara de sub-rede, gateway padrão e servidores DNS. Cada concessão tem prazo de validade, o lease. Quando ele expira sem renovação, o endereço volta para o pool disponível. Esgotamento de faixa e conflito de IP são as duas falhas mais comuns em rede corporativa.
15. ARP
ARP (Address Resolution Protocol, ou Protocolo de Resolução de Endereços) faz a ponte entre o endereço lógico e o endereço físico. Dentro de uma rede local, saber o IP de destino não basta: é preciso descobrir o endereço MAC da placa correspondente.
O funcionamento é direto. A máquina pergunta em broadcast para toda a rede quem responde pelo IP 192.168.0.10. Só o dono responde, informando o seu MAC. O par fica guardado por alguns minutos numa tabela local, a tabela ARP.
Por não ter autenticação, o protocolo é vulnerável ao ARP spoofing, em que um invasor responde no lugar do dono legítimo para interceptar o tráfego. No IPv6, a função equivalente cabe ao NDP.
16. NTP
NTP (Network Time Protocol, ou Protocolo de Tempo para Redes) sincroniza o relógio dos dispositivos de uma rede com uma fonte de tempo confiável.
Os servidores são organizados em camadas chamadas stratum: o stratum 0 é a fonte física, como um relógio atômico ou um receptor GPS; o stratum 1 se conecta diretamente a ela; os demais vêm na sequência. O protocolo mede o atraso de ida e volta e ajusta o relógio local de forma gradual, em vez de dar um salto.
Parece detalhe, mas relógio dessincronizado quebra a correlação de logs, invalida certificado TLS e atrapalha autenticação. Numa investigação de incidente, dois servidores com horários diferentes tornam a linha do tempo inútil.
17. TLS
TLS (Transport Layer Security, ou Segurança da Camada de Transporte) é o sucessor do SSL e o que efetivamente protege as conexões hoje. Apesar de SSL continuar sendo o termo mais usado no dia a dia, todas as versões dele estão obsoletas: o que roda em produção é TLS 1.2 ou TLS 1.3.
Ele atua entre a aplicação e o transporte e garante três coisas: confidencialidade, porque o conteúdo é cifrado; integridade, porque não pode ser alterado no caminho sem que se perceba; e autenticidade, porque o certificado digital comprova que o servidor é quem diz ser.
O TLS 1.3 encurtou o handshake para uma única viagem de ida e volta e removeu os algoritmos considerados frágeis, o que tornou a conexão ao mesmo tempo mais rápida e mais segura.
18. BGP
BGP (Border Gateway Protocol, ou Protocolo de Roteamento de Borda) é o protocolo que mantém a internet conectada. Enquanto os protocolos internos cuidam do caminho dentro de uma organização, o BGP decide por onde o tráfego passa entre sistemas autônomos diferentes.
Ele não escolhe a rota mais curta em distância, mas a melhor segundo um conjunto de políticas: quantidade de sistemas autônomos no caminho, preferência local e acordos comerciais entre operadoras.
Por depender de confiança entre pares, um anúncio errado se propaga rápido. Episódios de indisponibilidade global de grandes serviços já tiveram origem em configuração equivocada de BGP.
19. OSPF
OSPF (Open Shortest Path First, ou Primeiro o Caminho Mais Curto Aberto) é o protocolo de roteamento interno mais usado em redes corporativas de porte.
Diferente dos protocolos que apenas contam saltos, o OSPF monta um mapa completo da topologia. Cada roteador anuncia o estado dos seus enlaces, todos constroem a mesma visão da rede e calculam o melhor caminho pelo algoritmo de Dijkstra, considerando o custo do enlace.
Redes grandes são divididas em áreas, com a área 0 servindo de espinha dorsal. Quando um enlace cai, a convergência é rápida, porque cada roteador recalcula a rota a partir do mapa que já tem em mãos.
Protocolos de monitoramento de rede: SNMP, NetFlow e sFlow
Os três protocolos a seguir existem para uma finalidade diferente da dos anteriores. Em vez de transportar o dado do usuário, eles transportam o dado sobre a rede: estado do equipamento, volume por fluxo, amostra de pacote. São a matéria-prima de qualquer painel de disponibilidade ou de consumo de banda.
20. SNMP
SNMP (Simple Network Management Protocol, ou Protocolo Simples de Gerência de Rede) é o protocolo pelo qual roteadores, switches, servidores, no-breaks e impressoras informam o próprio estado a uma ferramenta de monitoramento.
Cada dispositivo mantém uma base de dados chamada MIB, na qual cada informação tem um identificador único, o OID. O sistema de monitoramento consulta esses OIDs periodicamente, com as operações GET e WALK. O dispositivo também avisa por conta própria quando algo sai do normal, por meio de uma trap.
A versão 3 acrescentou autenticação e criptografia, ausentes nas versões 1 e 2c, que trafegam a community string em texto claro. Ainda assim, é comum encontrar ambiente em produção usando public como community.
21. NetFlow e sFlow
NetFlow e sFlow não transportam dados de aplicação: eles exportam informação sobre o tráfego que já passou. São a base de qualquer análise de quem está consumindo a banda.
O NetFlow, criado pela Cisco, agrupa pacotes em fluxos que compartilham origem, destino, portas e protocolo. O resumo vai para o coletor quando o fluxo termina. O IPFIX é a versão padronizada pelo IETF.
Já o sFlow trabalha por amostragem: captura um pacote a cada N e envia continuamente, o que pesa menos no equipamento e responde mais rápido, ao custo de precisão nos fluxos pequenos.
Na prática, o NetFlow costuma ser preferido para contabilização e cobrança; o sFlow, para visibilidade em tempo real em redes de alta velocidade.
Protocolos de rede por camada do modelo OSI
Todo protocolo pertence a uma camada. Saber qual é a camada muda a forma de diagnosticar um problema.
O modelo OSI (Open Systems Interconnection), padronizado pela ISO e publicado também como recomendação X.200 da ITU-T, divide a comunicação em sete camadas. É o vocabulário que a área de redes usa para se entender.
Na prática, a internet não roda sobre o OSI, mas sobre a pilha TCP/IP, que agrupa as mesmas funções em quatro camadas. O OSI continua sendo a referência: quando alguém diz que o problema é de camada 3, está usando a numeração do OSI.
| Camada | O que faz | Protocolos principais |
|---|---|---|
| 7Aplicação | Interface com o software que a pessoa usa | HTTP, HTTPS, FTP, SFTP, SMTP, POP3, IMAP, DNS, DHCP, SNMP, SSH, Telnet, NTP, LDAP, SIP, RDP, MQTT |
| 6Apresentação | Traduz, comprime e cifra o conteúdo | TLS, SSL, MIME, ASCII, JPEG |
| 5Sessão | Abre, mantém e encerra o diálogo entre as pontas | NetBIOS, RPC, PPTP, SOCKS |
| 4Transporte | Entrega fim a fim, com controle de fluxo e de erro | TCP, UDP, SCTP, QUIC, DCCP |
| 3Rede | Endereçamento lógico e escolha da rota | IPv4, IPv6, ICMP, IGMP, IPsec, OSPF, BGP |
| 2Enlace | Endereçamento físico e detecção de erro no meio | Ethernet, ARP, PPP, VLAN (802.1Q), STP |
| 1Física | Transmite o sinal elétrico, óptico ou de rádio | 802.3 (Ethernet), 802.11 (Wi-Fi), DSL, RS-232 |
A correspondência com o TCP/IP é direta: as camadas 5, 6 e 7 do OSI viram uma única camada de aplicação; a 4 vira transporte; a 3 vira internet; a 1 com a 2 viram a camada de acesso à rede.
Saber a camada encurta o diagnóstico. Um erro de camada 2 impede que dois equipamentos vizinhos se enxerguem. Um de camada 3 faz o pacote sair e não chegar. Um de camada 7 mostra a aplicação respondendo errado com a rede intacta. Localizar a camada antes de investigar economiza a maior parte do tempo.
Cada uma dessas falhas tem assinatura própria. Para registrá-las, provocamos no laboratório um defeito em cada camada e capturamos o resultado. Assim, a tabela reúne o que o comando devolveu e o que passou no cabo em cada caso.
| Camada | O que o comando devolve | O que aparece no tcpdump | Onde está o defeito |
|---|---|---|---|
| 2Enlace | 100% de perda no ping e ip neigh marcando FAILED |
ARP, Request who-has repetido, sem uma única resposta |
O vizinho não responde no segmento. Nenhum pacote IP chega a ser montado |
| 3Rede | ping: connect: Network unreachable, imediato |
Nenhum pacote. A captura fica vazia | Falta rota na origem. O erro nasce na própria máquina, antes de qualquer transmissão |
| 4Transporte | curl: (7) Failed to connect ... after 0 ms |
Um [S] respondido na hora com [R.] |
O host está vivo, a porta não. Serviço parado ou firewall configurado para rejeitar |
| 7Aplicação | HTTP/1.0 500 Internal Server Error |
Handshake completo, GET /erro HTTP/1.1 e a resposta de volta |
A rede entregou tudo. O defeito está na aplicação ou no que ela consulta |
O contraste entre a camada 3 e a camada 4 resume o método. Sem rota, o erro nasce na própria máquina e nenhum pacote chega a sair. Em contrapartida, com a porta fechada, o destino responde em microssegundos com um RST, prova de que ele está no ar.
Lista completa de protocolos de rede e suas portas
A tabela reúne os protocolos citados neste artigo e outros de uso corrente, com a camada a que pertencem e a porta padrão.
Portas podem ser alteradas na configuração: o valor indicado é o atribuído no registro oficial de portas da IANA.
| Protocolo | Nome completo | Camada | Porta padrão | Para que serve |
|---|---|---|---|---|
| ARP | Address Resolution Protocol | Enlace (2) | sem porta | Descobre o MAC a partir do IP |
| BGP | Border Gateway Protocol | Rede (3) | TCP 179 |
Roteamento entre sistemas autônomos |
| DHCP | Dynamic Host Configuration Protocol | Aplicação (7) | UDP 67/68 |
Distribui IP automaticamente |
| DNS | Domain Name System | Aplicação (7) | UDP/TCP 53 |
Traduz nome de domínio em IP |
| Ethernet | IEEE 802.3 | Enlace (2) | sem porta | Transporte em rede local cabeada |
| FTP | File Transfer Protocol | Aplicação (7) | TCP 20/21 |
Transferência de arquivos sem cifra |
| HTTP | HyperText Transfer Protocol | Aplicação (7) | TCP 80 |
Navegação web sem cifra |
| HTTPS | HyperText Transfer Protocol Secure | Aplicação (7) | TCP 443 |
Navegação web cifrada |
| ICMP | Internet Control Message Protocol | Rede (3) | sem porta | Mensagens de erro e diagnóstico |
| IGMP | Internet Group Management Protocol | Rede (3) | sem porta | Gerencia grupos de multicast |
| IMAP | Internet Message Access Protocol | Aplicação (7) | TCP 143/993 |
Lê e-mail mantendo a cópia no servidor |
| IPsec | Internet Protocol Security | Rede (3) | UDP 500/4500 |
Cifra e autentica o tráfego IP |
| IPv4 | Internet Protocol version 4 | Rede (3) | sem porta | Endereçamento lógico de 32 bits |
| IPv6 | Internet Protocol version 6 | Rede (3) | sem porta | Endereçamento lógico de 128 bits |
| LDAP | Lightweight Directory Access Protocol | Aplicação (7) | TCP 389/636 |
Consulta diretórios de identidade |
| MQTT | Message Queuing Telemetry Transport | Aplicação (7) | TCP 1883/8883 |
Mensageria leve para IoT |
| NetFlow | Cisco NetFlow / IPFIX | Aplicação (7) | UDP 2055 |
Exporta estatísticas de fluxo |
| NFS | Network File System | Aplicação (7) | TCP 2049 |
Compartilha arquivos em ambiente Unix |
| NTP | Network Time Protocol | Aplicação (7) | UDP 123 |
Sincroniza relógios |
| OSPF | Open Shortest Path First | Rede (3) | sem porta | Roteamento interno por estado de enlace |
| POP3 | Post Office Protocol 3 | Aplicação (7) | TCP 110/995 |
Baixa o e-mail para o cliente |
| PPP | Point-to-Point Protocol | Enlace (2) | sem porta | Enlace ponto a ponto entre dois nós |
| QUIC | Quick UDP Internet Connections | Transporte (4) | UDP 443 |
Transporte cifrado do HTTP/3 |
| RDP | Remote Desktop Protocol | Aplicação (7) | TCP 3389 |
Acesso remoto a área de trabalho |
| SCTP | Stream Control Transmission Protocol | Transporte (4) | sem porta | Transporte multifluxo, comum em telecom |
| sFlow | sampled Flow | Aplicação (7) | UDP 6343 |
Amostragem contínua de pacotes |
| SFTP | SSH File Transfer Protocol | Aplicação (7) | TCP 22 |
Transferência de arquivos sobre SSH |
| SIP | Session Initiation Protocol | Aplicação (7) | TCP/UDP 5060 |
Sinalização de voz e vídeo |
| SMB | Server Message Block | Aplicação (7) | TCP 445 |
Compartilha arquivos em ambiente Windows |
| SMTP | Simple Mail Transfer Protocol | Aplicação (7) | TCP 25/587 |
Envia e-mail entre servidores |
| SNMP | Simple Network Management Protocol | Aplicação (7) | UDP 161/162 |
Monitora dispositivos de rede |
| SSH | Secure Shell | Aplicação (7) | TCP 22 |
Acesso remoto por linha de comando |
| SSL | Secure Sockets Layer | Apresentação (6) | sem porta | Antecessor obsoleto do TLS |
| STP | Spanning Tree Protocol | Enlace (2) | sem porta | Evita loop de camada 2 |
| TCP | Transmission Control Protocol | Transporte (4) | sem porta | Entrega confiável e ordenada |
| Telnet | Teletype Network | Aplicação (7) | TCP 23 |
Acesso remoto em texto claro |
| TLS | Transport Layer Security | Apresentação (6) | sem porta | Cifra a conexão, sucessor do SSL |
| UDP | User Datagram Protocol | Transporte (4) | sem porta | Entrega rápida, sem garantia |
| VLAN | IEEE 802.1Q | Enlace (2) | sem porta | Segmenta a rede local logicamente |
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Monitoramento de protocolos de rede e tráfego
Além de conhecer os principais protocolos, muitas empresas precisam realizar o monitoramento da rede para que ela funcione da melhor forma possível. Para esta tarefa, existem muitas soluções que realizam o monitoramento da rede para, assim, evitar o desperdício de recursos.
Uma plataforma que recomendamos é o OpMon Traffic Analyzer, software desenvolvido no Brasil e que faz o gerenciamento qualitativo da rede em tempo real para obter uma análise detalhada do status, do tipo de tráfego e de quem são os consumidores de recursos da rede.
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Com a leitura deste artigo, conhecemos mais sobre o que são protocolos de redes e quais são os seus principais tipos. Graças a eles é possível realizar a comunicação entre diferentes tipos de computadores, sem que para isso seja necessária uma linguagem nova para cada um.
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